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 Asunto: Polícia dispara sobre manifestantes pacíficos em Setúbal
NotaPublicado: 04 May 2011, 19:55 
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De indymedia Portugal http://pt.indymedia.org/conteudo/destacada/4398

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Actualização (4 de Maio):
{ Terra Livre } Comunicado (para demonstrar o ridículo das mentiras da) Imprensa

Somos um colectivo Anarquista da cidade de Setúbal que convocou e organizou a manifestação do 1º de Maio Anti-capitalista e Anti-autoritário.

O nosso nome é “Terra Livre” e não “Rebeldes e Organizados”. O nome “Terra Livre” poderá ser visto nos cerca de 5000 panfletos e 1000 cartazes distribuídos e colados por todo o distrito de Setúbal a convocar o protesto. “Rebeldes e Organizados” era um dos escritos da faixa que levávamos à frente e que foi errónea ou propositadamente interpretado por gente de vistas curtas como o nome do grupo inteiro da manifestação. A frase completa era aliás “ Rebeldes e organizados, nós damos-lhes a crise ”

A manifestação não era legal nem ilegal: era uma manifestação pública convocada há cerca de um mês e que todos tinham conhecimento incluindo a Polícia, o Governo-Civil e Câmara Municipal. A prova disso foi a vigilância ostensiva das forças repressivas sob a manifestação. Se é uma questão de preguiça que fez com que os membros do governo civil não quisessem ter conhecimento da iniciativa não é problema nosso mas deles. São eles que, sendo pagos com o dinheiro roubado ao nosso trabalho sob forma de impostos, trabalham para nós. Não é suposto ser o contrário, mas se fôr, aproveitamos para dizer: Senhor Governador, está despedido!

Participaram vários grupos organizados e muita gente a título individual. Da Associação Internacional dos Trabalhadores- Secção Portuguesa à Plataforma Anti-Guerra e Anti-Nato. Durante o percurso foram distribuídos centenas de panfletos vindos de diferentes grupos e indivíduos participantes.

A concentração começou na hora e local previamente anunciado: às 13:00, no Largo da Misericórdia e não ás 15:00 no Quebedo, local de encontro da CGTP. Mais uma vez, a miopia dos jornalistas distorce os factos.

Percorremos a zona do miradouro até nos juntarmos à cauda da manifestação da CGTP. Aí fomos barrados por 5 ou 6 inúteis agentes da PSP.

A polícia (Equipa de Intervenção Rápida) aparentemente chefiada por um tal de Fernando Rosas (não estamos certos dos nomes porque os agentes não tinham placas de identificação) manteve durante esse tempo uma atitude de carneirinhos mansos.

Era óbvio para a polícia que eles não tinham força para reprimir nada. Era óbvio para todos que as motivações expressas no texto de convocatória da manifestação (que duvidamos que algum jornalista tenha lido) aliada à nossa vontade de nos manifestarmos foram as razões pelas quais esses cobardes tivessem logo ali levado o enxerto que mereciam.

Fomos SEMPRE saudados pelo resto da população de Setúbal que não se juntou ao protesto e que iam, muito mais que os integrantes da manifestação, dirigindo os seus insultos aquele bando de cobardes em uniforme que a todos nos agride diariamente mas não é capaz de prender um só banqueiro. Sabemos bem que a polícia se lembra desses insultos da população de Setúbal.

Durante o trajecto foram utilizados por diversos manifestantes tochas de sinalização náutica, fogo de artificio apto para uso particular e alguns petardos de baixa intensidade. Outros expressaram a sua raiva pintando frases combativas nas fachadas de alguns bancos, entre outros locais, e uma loja de automóveis de luxo.

Não houve uma montra partida (como demonstra o próprio comunicado da PSP) nem armas de fogo nas mãos dos manifestantes. Isso são as habituais tácticas de difamação que os cobardes e mentirosos costumam utilizar, para justificar o injustificável.

Chegados à Fonte Nova, e uma vez mais saudados pelos habitantes e comerciantes, era nosso desejo assentar arraial no Largo tendo para um efeito um carro de som que tocava, entre outros, Zeca Afonso, Grupo os Galés e canções anarquistas.

E é aqui que, sem qualquer aviso da parte da polícia ou provocação da nossa parte, começa o infame e brutal ataque desses cobardes em uniforme que agora se sentiam muito homenzinhos por terem armas na mão. Sobre este ataque contra todos os manifestantes e muitos residentes da área poderão ler a nossa descrição dos factos e acontecimentos

Nesse momento, num acto de dignidade e coragem do qual não temos nada a lamentar, defendemo-nos com o que tínhamos à mão. Repetimos: não fomos para um confronto, mas sim para uma manifestação e se desejássemos o confronto já o teríamos provocado quando esses cobardes se estavam a borrar nas calças.

Defendemo-nos arremessando pedras da calçada e garrafas para manter a polícia à distância e desmontando uma esplanada de um restaurante que utilizamos como barricada e escudos protectores. No momento, enquanto decorria a batalha, responsabilizá-mo-nos perante os donos do restaurante pelos prejuízos e no dia seguinte honrámos o compromisso.

Todos os outros destroços, incluindo uma carrinha de um restaurante no largo, foram provocados pela polícia.

Os que quiserem confirmar estes factos bastar-lhes-á falar com as pessoas envolvidas, nomeadamente residentes das zonas nas quais a manifestação passou e proprietários dos restaurantes.

A nossa necessidade de refutar as mentiras e difamações divulgadas pela polícia e amplificadas pelos media acriticamente fica resolvida aqui. Todo o ruído que se espalhou pelos media e Internet é o trabalho de provocadores que, venham da esquerda ou da direita, se habituaram a ver na auto-organização popular e na rebeldia anti-autoritária o seu inimigo número um.

O nosso inimigo número um é o medo que nos tentam impor e aqueles que o criam.
Na Fonte Nova e em Setúbal ficaram as sementes da coragem que quisemos propagar neste 1º de Maio.

3 de Maio de 2011, Setúbal cidade rebelde

{ Terra Livre }

http://www.terralivre.net/blog

Relato da Manifestação Anti-capitalista e Anti-autoritária do 1º Maio e dos incidentes na Fonte Nova

A manifestação concentrou-se por volta das 13:00h no Largo da misericórdia em Setúbal e por volta das 14:00h eram já cerca de 100 os participantes.

Colocaram-se faixas e bandeiras a toda a volta do Largo e ligou-se o sistema de som para se lerem panfletos, comunicados e se ouvir música.

A chuva começou a cair mais ou menos ao mesmo tempo em que chega uma panela de sopa para ser distribuída a toda a gente que estava no largo.

Perto das 15:00 começaram-se a levantar as faixas para compor a manifestação, foi lançado algum fogo de artificio e arranca-se a passo lento pela rua Arronches Junqueiro em direcção ao miradouro das fontainhas.

Durante a permanência no Largo da misericórdia a carrinha da Equipa de Intervenção Rápida da PSP rondou variadíssimas vezes o Largo da Misericórdia sem nunca nele entrar.

Chegada ao miradouro, em frente ao Museu do Trabalho, a manifestação parou para novamente se lerem comunicados, lançar mais fogo de artifício e desceu pela Rua Doutor Vicente José Carvalho circundando o jardim dos Palhais

Neste ponto a manifestação pôde passar pelo túnel do Quebedo já que o trânsito se encontrava aqui cortado devido à manifestação da CGTP convocada para o jardim do outro lado da linha

No outro lado do túnel uma carrinha da EIR da PSP, bem como cerca de 6 elementos da mesma força policial, cortava a passagem na estrada impedindo a manifestação de se juntar à cauda do desfile da CGTP. Esta linha policial, feita especialmente para nos separar da concentração da intersindical e do contacto com pessoas na mesma e na rua, permaneceu numa atitude provocadora durante toda a avenida 5 de Outubro.

Em frente à sede do PCP no edifício Arrábida encontravam-se vários indivíduos com postura agressiva, eventualmente polícias à paisana, eventualmente grupo de ordem do PC.

A manifestação seguiu sob acompanhamento policial até à Avenida 22 de Dezembro e virou então à direita para a Avenida dos Combatentes

Aqui, os elementos policiais deixaram de acompanhar a manifestação e esta seguiu no mesmo tom combativo e passo lento até ao fim da Avenida, virou à esquerda e avançou até à rotunda frente ao largo José Afonso. A ausência da polícia nada alterou no espírito ou actividade da manifestação.

A partir daqui seguiu pela Avenida Luisa Tody até entrar no Bairro da Anunciada pelo largo da Palmeira onde parou para mais uns inócuos fogos de artifício antes de fazer, sob cânticos e frases de ordem, a rua Vasco da Gama até ao largo da Fonte Nova.

Chegados a esse ponto final as faixas foram colocadas no chão e estava novamente a chegar comida para ser distribuída no Largo para quem quisesse. Terminava aí a manifestação.

Passados cerca de 10 minutos, um carro patrulha da PSP aproximou-se de um automóvel que transportava o sistema de som que já havia estado no início da manifestação no Largo da Misericórdia. Os agentes dirigiram-se a alguns indivíduos que estavam junto a esse automóvel exigindo que se diminuísse o volume. O volume foi diminuído. Seguidamente tentaram descobrir alguém que fosse responsável pela manifestação ou seu porta-voz, tentativa esta que, devido à natureza da convocatória, seria à partida impossível.
Os agentes pediram então a um indivíduo que se identificasse passando instantaneamente para a tentativa de detenção. Esta detenção, completamente aleatória e injustificada, foi questionada por manifestantes nesse local e consequentemente impedida.

Na mesma altura chega uma carrinha de intervenção vinda da Rua Vasco da Game de onde saem vários agentes armados com shotguns que, sem qualquer ordem de dispersão, iniciaram prontamente disparos de balas de borracha em todas as direcções. Literalmente.
Esta actuação, acompanhada da utilização de gás lacrimogéneo e bastões fez com que logo nesse local dezenas de pessoas fossem feridas com maior ou menor gravidade. Muitas conseguiram-se defender e manter a polícia à distância. Alguns dos residentes e comerciantes também se insurgiram contra a violência policial o que resultou, na maioria das situações, na agressão gratuita da polícia.

Os manifestantes dispersaram pelas ruas da Fonte Nova e a polícia reorganizou-se em torno do Bairro esperando que estes de lá saíssem. Hesitaram muitas vezes e tiveram medo que o conflicto se generalizasse visto muitos dos habitantes estarem visivelmente enojados com a situação totalmente criada pelas forças policiais. A polícia inicia a partir daqui uma caça com motas , carros, carrinhas e jipes pelo bairro do Montalvão e centro da cidade, realizando uma nova carga no túnel da Rua Frei António das Chagas e nas Pracetas do Montalvão onde foram novamente disparadas balas de borracha indiscriminadamente contra dezenas de pessoas.

Depois foi preciso dar assistência aos feridos, encontrar os desaparecidos, cancelar o trabalho do dia seguinte ou ir trabalhar todo amachucado, reunir relatos e cruzar os dados.

No total e contrariamente ao que a polícia e os jornais afirmam, registou-se:

- Com toda a certeza 12 detenções para efeitos de identificação, eventualmente mais.

- Espancamentos aos detidos durante e depois do transporte para a esquadra.

- Um espancamento realizado por meia dúzia de agentes contra um isolado e tombado manifestante aos gritos de «atira lá pedras agora»… A já famosa cobardia da polícia.

- 4 a 5 tiros de fogo real.

- Um número impossível de determinar mas em todos os casos elevado de disparos de «balas de borracha» ( houve cartuchos recolhidos pelos manifestantes, pelo cordão da polícia para recolher cartuchos e mais tarde ainda cartuchos recolhidos pelos habitantes)

- As ordens policiais mandadas para o Hospital no sentido de identificar e denunciar pessoas que entrassem feridas, nomeadamente aquelas «com ferimentos de bala»

- Cerca de 30 feridos sendo que a maioria foi tratada por vizinhos e integrantes da manifestação

- A entrada no hospital de dois polícias com dores nas costas e ombro, mas sem quaisquer ferimentos

- Outras tantas histórias não registadas de abusos e violência, tal como acontece todos os dias de Norte a Sul do país pelas mãos criminosas da polícia.

3 de Maio 2011

{ Terra Livre }

http://www.terralivre.net/blog

Actualização: Há um sem-número de feridos, ligeiros e GRAVES. Um dos manifestantes levou dezenas de tiros de shotgun, alguns disparados a menos de 1 metro de distância. Ainda não há informações sobre esta pessoa. Houve pessoas detidas, mas aparentemente já saíram. Existem ainda alguns desaparecidos, mas a polícia NEGA ainda existirem detidos. Se alguém não consegue contactar algum amig@ ou conhecid@, que deixa aqui o relato SEM NOMES OU OUTRA INFORMAÇÃO IMPORTANTE.

Como sempre sucede nestas coisas a polícia acompanhou, em Setúbal, cerca de 200 manifestantes anticapitalistas procurando sobretudo, que não se misturassem com os manifestantes enquadrados pela CGTP; o que aliás constitui vontade da direção da CGTP, desde há muito. Um modelo que, ampliado se havia já visto na Avenida da Liberdade, em Novembro, durante os protestos contra a cimeira da NATO.
Quando os anticapitalistas deram por terminado o seu protesto no Largo da Fonte Nova, pousaram as suas faixas no chão e ficaram por ali a conversar. Muito rapidamente surgiu uma carrinha de onde saiu um grupo de polícias que investiram contra um carro que havia participado no protesto e, em seguida iniciaram a agressão dos presentes. Houve disparos de balas de borracha que feriram algumas pessoas e tiros de pistola para o ar; foram recolhidos pelos manifestantes os cartuxos das balas – de borracha e reais. Pior foi a situação de um dos agredidos a quem a polícia disparou – BALA REAL – sobre ambos os joelhos, que ficaram esfacelados e a escorrer sangue. Em seguida o ferido foi levado pelos brutos.
Em Novembro, os manifestantes na Avenida da Liberdade foram objecto apenas de coação e cerco por dois cordões de polícia mas, não foram agredidos pois estavam sob observação da imprensa internacional e doméstica. A polícia terá acumulado adrenalina desde então e decidiu mostrar os dentes para esclarecer que está pronta e preparada para reprimir selvaticamente quem se manifestar contra o desemprego, a precariedade e as ordens emanadas do sistema financeiro, do FMI, da Comissão Europeia a aplicar pelo miserável PS/PSD.
É justo que se apontem responsabilidades também à direção da CGTP, incapaz de conviver com as diferenças de pontos de vista, com a democracia no seio das “suas” manifestações, já que não quer entender que a unidade dos trabalhadores não pode ter dono. Impedindo a presença de opiniões distintas, a CGTP divide os trabalhadores, o protesto social e, facilita o isolamento de elementos mais radicais, oferecendo vítimas fáceis para a brutalidade policial. Uma vez mais, uma situação já registada em Novembro, na Avenida e nas semanas anteriores.
Pormenor curioso foi observado na distribuição de panfletos da PAGAN a um grupo de bombeiros músicos, que se achavam recolhidos da chuva debaixo de um toldo, depois de actuaram na manifestação da CGTP. O chefe da banda decidiu proibir essa distribuição aos músicos, no que não foi, naturalmente, obedecido por quem distribuia os papéis. Pela idade desse chefe, não terá sido da pide nem da legião salazarista; mas achamos que ele terá pena do atraso do seu nascimento.
Hoje em Setúbal, amanhã noutro local de protesto contra a ordem neoliberal. Hoje foram manifestantes anticapitalistas, amanhã poderá ser a tua vez, mesmo que desfiles nas procissões da CGTP.


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 Asunto: Re: Polícia dispara sobre manifestantes pacíficos em Setúbal
NotaPublicado: 05 May 2011, 15:10 
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Registrado: 10 Jul 2010, 22:41
Represión contra o 1º de maio anarquista en Portugal- Noticia en solidaridade con Portugal dende CNT-Galiza
http://www.cntgaliza.org/
Citar:
Brutal represión policial no 1º de Maio portugués, celebrado na localidade de Setúbal, e no que participaron os e as compañeiras da AIT-Sección Portuguesa.

Destacamos o seguinte fragmento do comunicado que fixeron @s compañeir@s do pais veciño:

"A manifestação terminou no Largo da Fonte Nova, onde os manifestantes pousaram as suas faixas no chão e se preparavam para descansar e conviver. A partir do sistema de som dum carro estacionado no largo, voltaram-se a ouvir músicas revolucionárias. No entanto, poucos minutos depois da chegada à praça, um grupo de polícias, numa atitude provocatória, insistiu em identificar e deter as pessoas que se encontravam junto ao carro do som. Com isto, iniciou-se o confronto entre a polícia e os manifestantes que tentaram impedir a detenção destes companheiros e defender-se dos ataques. A polícia utilizou gás pimenta contra a cara de alguns manifestantes e começou a disparar balas de borracha contra quem estava no largo. Um agente chegou a disparar tiros reais para o ar."


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